Sunday, November 13, 2005
O último dia de FOCO abordou um tema em grande expansão no mercado atualmente , a Comunicação Empresarial e suas ramificações. Cerca de 90 pessoas assistiram ao Painel "A comunicação integrada nas empresas e no Terceiro Setor", que contou com a participação do Diretor Proprietário da W. Comunicação Emresarial Wellington Jeveaux e do Professor Doutor do Departamento de Administração da UFES, Sérgio Robert de Sant'ana, além dos Professores do Departamento de Comunicação Social, Dalva Ramaldes e José Antônio Martinuzzo.
O palestrante Wellington Jeveaux salientou a importância do trabalho da imprensa na formação de uma opinião. Ele afirmou também que hoje o profissional de comunicação precisa saber um pouco de tudo e não apenas a habilitação em que pretende trabalhar. Segundo Jeveaux, o mercado contrata o profissional que atenda tanto às demandas da publicidade quanto do jornalismo. Além disso, para o Diretor da W. Comunicação Empresarial, ter uma boa relação com as outras esferas da empresa facilita, e muito, o trabalho do profissional de comunicação.
Sérgio Robert explicou a necessidade das empresas em possuir Comunicação tanto interna quanto externa. Robert associa tal situação ao conceito de Marketing Social, em que o produto e as ações de uma empresa refletem na sua imagem. Um outro conceito abordado foi o de Responsabilidade Social, que para o Professor, consiste na competência das empresas de se posicionarem diante da sociedade, além de prestaren conta dos seus atos.
Thursday, November 10, 2005
Movimento estudantil em Foco

Na noite desta quinta-feira o movimento estudantil foi o tema do debate organizado pelo C.A. de Comunicação Social e contou com as presenças de Dilson Ruas e Carolina Ribeiro.
Dilson Ruas, que participou da fundação do C.A. em 1980, ressaltou que algumas das reivindicações atuais são as mesmas da década de 80, como as questões relativas ao currículo e melhorias nos laboratórios do curso.
Carolina Ribeiro, ex-diretora da Enecos, destacou a mudança no perfil dos estudantes, que trocaram as lutas ideológicas por discussões específicas do curso de Comunicação Social.
O tempo de fala dos convidados foi curto, abrindo espaço para as questões levantadas pelos presentes. Entre as perguntas, as questões políticas foram as mais freqüentes.
Dilson Ruas, que participou da fundação do C.A. em 1980, ressaltou que algumas das reivindicações atuais são as mesmas da década de 80, como as questões relativas ao currículo e melhorias nos laboratórios do curso.
Carolina Ribeiro, ex-diretora da Enecos, destacou a mudança no perfil dos estudantes, que trocaram as lutas ideológicas por discussões específicas do curso de Comunicação Social.
O tempo de fala dos convidados foi curto, abrindo espaço para as questões levantadas pelos presentes. Entre as perguntas, as questões políticas foram as mais freqüentes.
Mesa-Redonda com jornalistas capixabas abre o quarto dia do Foco

A mesa-redonda dessa manhã de quinta-feira do III Fórum de Comunicação Social teve como tema de discussão o desenvolvimento do Jornalismo nos últimos 30 anos e as perspectivas da profissão no Espírito Santo e contou com a participação dos jornalistas Claúdia Feliz, Luciane Ventura, Joel Soprani e Fernando Machado.
O debate, que foi coordenado pelo professor Mestre José Antônio Martinuzzo, contemplou a atuação do jornalismo nas diferentes mídias disponíveis atualmente: jornal impresso, televisão, rádio e internet; com o foco voltado para o contexto do estado.
Claúdia Feliz, repórter especial do jornal A Gazeta, destacou a atual crise do jornalismo impresso, que reflete diretamente na qualidade de produção da notícia. Segundo ela, "é difícil pensar em qualidade quando o processo industrial te engole."
A opinião da jornalista foi reafirmada pelo editor do jornal A Tribuna, Joel Soprani, que admitiu que o jornalismo impresso passa por um momento de crise. Soprani apontou a aproximação do veículo com o leitor como uma das saídas para a crise, estabelecendo uma espécie de "contrato de leitura" com o público.
A necessidade da produção jornalística regional foi o tema abordado por Fernando Machado, diretor responsável pela linha editorial da Rede Vitória de Televisão. Ele ressaltou também que os meios de comunicação no Espírito Santo não são controlados por nenhum grupo político hegemônico, tendo destaque no cenário nacional.
Para a gerente do Sistema Gazeta Rádios e Gazeta Online, Luciane Ventura, a facilidade decorrente da utilização das novas tecnologias contribui para uma apuração mais eficaz dos fatos. Ela destacou ainda o crescimento do acesso às notícias online.
Ao final, os integrantes da mesa responderam às perguntas dos participantes do evento. Algumas das questões levantados forma abordaram o papel social da imprensa e os assuntos que seriam tabus para a imprensa capixaba.
Wednesday, November 09, 2005
Giuseppe Cocco discute Crise política brasileira
Foto do Professor Fábio Malini(Ufes) e do Cientista Politico Giuseppe Cocco(UFRJ)Em meio a discussões sobre “Comunicação, Subjetividade e Novas Tecnologias”, o terceiro dia de Foco abordou também a crise política que o Brasil tem enfrentado nos últimos cinco meses.
Além disso, o professor Dr. Giuseppe Cocco - foto lado direito-, docente da UFRJ, lançou o livro "Glob(AL) — biopoder e luta em uma AméricaLatina globalizada", uma produção em parceria com o filósofo italiano Antonio Negri, que trata da interdependência e da inovação do discurso político e teórico sobre a realidade latino-americana.
Após uma breve colocação sobre o legado de Celso Daniel na política nacional, como forma de apresentação das novas diretrizes das relações de trabalho e do contexto atual, Cocco falou sobre uma possível supressão de algumas profissões, como a de jornalista, visto que hoje com as novas tecnologias há uma descentralização na difusão das notícias e uma interatividade maior entre as pessoas em escala global. Outra questão discutida foi a mudança do conceito de ser produtivo, o que era antes o resultado passa a ser o processo e o que determina ser produtivo é a renda e não mais o trabalho.
Segundo ele, a nova realidade das relações de trabalho – que hoje em dia não é necessariamente assalariado e é cada vez mais comunicativo – sugere um desenvolvimento de um modelo inovador fundamentado no pacto de desenvolvimento local, no qual o comum tem suas bases nas singularidades. Contudo não existem indivíduos isolados, neste paradigma de uma “multidão de singularidades” que formará a sociedade em rede.
Tuesday, November 08, 2005
Falhas de comunicação ainda são freqüentes entre agências e produtoras de áudio
Os problemas de comunicação existentes entre agências de propaganda e produtores de áudio foram um dos assuntos discutidos e reafirmados durante o Painel “A produção de áudio para a Publicidade nos últimos 30 anos”, realizado nesta terça-feira, às 19 horas, no Auditório do CCHN. Cerca de 70 pessoas ouviram as experiências de João Luiz Fraga, Paulo Cesar Nascimento, Armando Sinkovitz e Marcus Ribeiro. O publicitário George Bomfim não compareceu ao evento porque estava numa reunião com um cliente de sua agência.
Para os palestrantes, mesmo após 30 anos, o áudio ainda é considerado um meio de comunicação marginalizado. Tal fato é explicado pela cultura do visual, em que a música é considerada um mero auxiliar. Além disso, muitas agências não possuem conhecimento da linguagem musical, o que prejudica e atrasa o trabalho da produção de áudio.
O publicitário e proprietário da JL Produção Executiva João Luiz Fraga abriu o painel com relatos da sua experiência de produção de áudio na época da Ditadura Militar. Segundo Fraga, tudo era aprovado pela censura e o aprendizado na área de áudio ocorria a partir da curiosidade e das experiências de trabalho, pois não havia faculdade para se estudar a teoria e a prática do assunto.
Já Paulo Cesar dividiu a sua fala em três eixos, a paixão, o mercado e a empresa. Cesar explicou que entrou no ramo por afinidade e que chegou até a estudar Física na UFES só para conseguir entender a questão da acústica. Ele afirmou que o áudio é um universo amplo, pois existem produções para cinema, rádio, comerciais e dublagem. Entretanto, o mercado é exigente e só aceita os mais bem qualificados. Atualmente, sua empresa, o Estúdio Nova Arte, produz para diversas cidades, dentre elas São Paulo, Belo Horizonte e Mato Grosso do Sul.
Armando Sinkovitz, proprietário da Skala Estúdio, trabalha com produção de áudio para publicidade há dezenove anos. Sinkovitz ressaltou as dificuldades financeiras de se trabalhar com áudio, pois além da forte discriminação, os investimentos para produção de peças publicitárias desse tipo são mínimos e, consequentemente, os lucros também.
Marcus Ribeiro considerou a falta de tempo um outro problema existente entre as agências publicitárias e as produtoras de áudio. Ribeiro afirmou que a falta de conhecimento sobre o assunto prejudica a produção e a entrega das peças publicitárias, além de atrasar as campanhas e prejudicar não só as agências, como também os clientes.
Desenvolvimento da Publicidade em Pauta

Palestra ressalta a importância do conhecimento sobre o ser humano para se fazer Publicidade com criatividade
Texto: Juliana de Farias
Edição: Gabriely Sant'ana
O tema da manhã foi “O desenvolvimento da Publicidade”, tendo como convidado o publicitário Stalimir Vieira. Para contextualizar a história da profissão, Vieira comparou o perfil dos publicitários com as novas tecnologias e quais eram as condições profissionais há 30 anos. “Existia a ditadura que nos atrasava nos anos 70. Atualmente, os problemas são de ordem de desorganização, corrupção”. Ele ressalta que “é preciso resgatar o papel da Universidade como ambiente de desenvolvimento e experimentação, até porque o mercado evolui ou regride a partir do profissional que nele ingressa. Logo é preciso investir na formação do publicitário consciente e que busque entender o contexto ao qual ele está inserido”.
Não adianta saber só de Publicidade, se ele não tem a sensibilidade de entender com o ser humano com o qual ele lida e para quem ele desenvolve uma peça. As novas tecnologias são importantes para aplicar e facilitar o processo de produção técnica, contudo a criatividade e a cognição do publicitário sobre outras áreas do conhecimento humanístico são fundamentais para que ele atenda ao foco das suas atenções: o ser humano.”
Monday, November 07, 2005
Abertura

Uma mesa redonda sobre a “Comunicação na Contemporaneidade: novos paradigmas e contribuições teóricas para a pesquisa e a compreensão do campo” fez parte da programação de abertura do III Fórum de Comunicação Social, às 10h no auditório do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN).
As palestras resgataram os 30 anos do curso de comunicação Social e contemplaram a problemática do futuro da internet como principal meio de interação social na pós-modernidade. Quanto aos debates, foram diversas questões acerca das vantagens e desvantagens das novas tecnologias. Também se discutiram os reflexos dessas mídias na estruturação sociopolítica e cultural da sociedade.
A chefe do Departamento de Comunicação Social, professora dra. Ruth Reis, abriu o III Foco, salientando a importância da discussão sobre a comunicação na contemporaneidade.
Para a retomada do contexto histórico da instauração do curso, o convidado foi o professor dr. Domingos Freitas Filho, do Centro Universitário de Jales/SP. Freitas Filhos afirmou:“Vivíamos um período bastante complicado e a criação desse curso significou levantar mais uma voz contra a ditadura militar”. Sobre a atualidade, ele ressaltou que as novas tecnologias de comunicação estão estabelecendo uma nova forma de relação social, pautada em outra escala de valores.
A abordagem sobre a construção das teorias de comunicação no período de 1985 a 2001 embasou a explanação da professora dra. Elizabeth Rondelli(UFRJ). Ela enfatizou a interação possibilitada pelo advento da internet e a abertura de espaço para a transformação de consumidores em produtores: “A internet possibilitou a produção e a interatividade entre as pessoas. O que não era contemplado pelas teorias anteriores às dos últimos anos”.
O professor dr. Alexandre Curtiss(Ufes) também compôs a mesa e em sua fala abordou os modismos adotados pelos estudiosos da teoria da comunicação, o que segundo ele, distorce um apreensão mais ampla dos conhecimentos da comunicação.
Sunday, November 06, 2005
A produção de áudio para Publicidade nos últimos 30 anos
No dia 8 de novembro, a partir das 19 horas, haverá o painel: “A produção de áudio para Publicidade nos últimos 30 anos”, com a presença cinco palestrantes de Agências de Publicidade renomadas no Estado. Para conhecer um pouco mais sobre assunto que será discutido, a Assessoria do Foco conversou com o Professor de Áudio do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Organizador do Painel, Júlio Martins. Segue abaixo a entrevista realizada.
F.: Quais os principais avanços na produção de áudio para Publicidade nos últimos 30 anos?
F.: Quais os principais avanços na produção de áudio para Publicidade nos últimos 30 anos?
J.M.: Há 20 anos, começaram a aparecer os primeiros estúdios de gravação multipista, que nessa época, ainda não existiam aqui no Espírito Santo. Um outro avanço foi a possibilidade de criação de jingles.
A gravação digital também facilitou muito, mesmo não sendo uma grande inovação, visto que já existe desde os anos 90. Entretanto, o computador trouxe muita facilidade na hora de editar, pois há a capacidade de se ver o que está editando, diferentemente da fita cassete.
As agências também passaram a ter maior preocupação com a produção de áudio. Infelizmente não se fazem coisas melhores talvez por preguiça, pois em termos de boas vozes para fazer interpretações, nós temos aos montes.
F.: Há falta de interesse pelo áudio, então?
A gravação digital também facilitou muito, mesmo não sendo uma grande inovação, visto que já existe desde os anos 90. Entretanto, o computador trouxe muita facilidade na hora de editar, pois há a capacidade de se ver o que está editando, diferentemente da fita cassete.
As agências também passaram a ter maior preocupação com a produção de áudio. Infelizmente não se fazem coisas melhores talvez por preguiça, pois em termos de boas vozes para fazer interpretações, nós temos aos montes.
F.: Há falta de interesse pelo áudio, então?
J.M.: Sim, há falta de interesse com o áudio de um modo geral, não apenas aqui no Estado, como também em todo o Brasil. A autora Lúcia Santaella, em seu livro “A percepção”, afirma que 75% da nossa percepção é audiovisual, 20% é auditiva e apenas 5% é destinada aos outros sentidos. Até mesmo quando uma pessoa cria um roteiro para gravar no áudio, ela o faz pensando em uma imagem.
F.: Quais as principais tendências para a produção de áudio?
F.: Quais as principais tendências para a produção de áudio?
J.M.: Difícil dizer, não se sabe o que vai predominar. Se a televisão vai para o celular, se a internet vai migrar para a televisão, ou vice-versa. A telefonia aposta alto que tudo irá para o celular. É difícil dizer porque não se sabe o que vai acontecer com o áudio, mas há muitas possibilidades. O áudio vem ganhando terreno. A tecnologia de gravação digital não parece que vai mudar. O estéreo é que está se transformando em uma tecnologia de cinco, seis canais. O CD já possui um substituto, o “Super Áudio CD” e o DVD Áudio, e ambos brigam pelo espaço do mercado. Nos próximos dez anos, um deles sobreviverá e o outro não.
F.: A tecnologia faz com que os instrumentos sejam mais digitalizados. Isso não facilita o acesso à produção musical, como por exemplo, para compor melodias, o próprio computador não permite que qualquer um, músico ou não, possa se tornar um artista?
F.: A tecnologia faz com que os instrumentos sejam mais digitalizados. Isso não facilita o acesso à produção musical, como por exemplo, para compor melodias, o próprio computador não permite que qualquer um, músico ou não, possa se tornar um artista?
J.M.: Isso já vem sendo possibilitado desde 1980. O “Musical Instrument Digital Interface", ou MIDI, é uma linguagem que possibilita aos instrumentos se comunicarem. Há como você escrever uma música inteira pelo computador e executa-la sem precisar ao menos saber como tocar qualquer instrumento. O MIDI trouxe esse grande problema, mas apesar disso, mesmo com aparelhos que melhoram a voz, a pessoa precisa saber cantar no tom, ter um mínimo de afinação. Estúdios aqui do Estado possuem essas tecnologias, não só para atender a Publicidade, como também as outras mídias.
F.: Falando um pouco sobre o Painel do dia 8, mesmo sendo uma palestra voltada para a Publicidade, é importante que as outras esferas da Comunicação Social (Assessoria de Imprensa, Jornalismo, Relações Públicas,...) conheçam o assunto?
F.: Falando um pouco sobre o Painel do dia 8, mesmo sendo uma palestra voltada para a Publicidade, é importante que as outras esferas da Comunicação Social (Assessoria de Imprensa, Jornalismo, Relações Públicas,...) conheçam o assunto?
J.M.: Sim, produção de áudio pode ajudar a passar para o telespectador e para o ouvinte, uma melhor noção do que é música. A produção de áudio interessa a todos na área de Comunicação, até porque a cada dia a Comunicação se torna mais integrada.
F.: O Curso de Comunicação Social da UFES está equipado para produzir programas de qualidade?
F.: O Curso de Comunicação Social da UFES está equipado para produzir programas de qualidade?
J.M.: Mais ou menos, nós gravamos dentro do padrão de qualidade do CD, os microfones estão entre os 10 melhores do mundo e não existem problemas com a questão da captação e edição. Já estão chegando novos computadores, mas a dificuldade para consegui-los é grande, há muita burocracia. Além disso, não se pode esperar o melhor de um aluno que só possui um período para aprender a produzir para o áudio. Se ele começasse a mexer com isso desde o primeiro período, quando chegasse ao último, estaria produzindo com qualidade. Mas o curso tem que ser assim mesmo, um apanhado geral.
Friday, November 04, 2005
Foco - Organizadores e patrocinadores
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Curso de Comunicação Social da Ufes
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